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Fernandópolis empurra responsabilidades e deixa a população carente; época de chuva, época de mato e buraco



Imagens ilustrativas

S.O.S.
Se a cidade de São Paulo é conhecida como o tumulo do samba, Fernandópolis há tempos está virando o tumulo da alegria. Por culpa dessa e de outras administrações, a cidade não tem Copa SP, Carnaval, a Exposição não é nem de longe a mesma de outros tempos, falta um Réveillon e campeonatos esportivos relevantes. A Festa Junina e o Natal têm repetido a mesma fórmula na praça. O formato é legal para as entidades, mas é pouco como atração cultural.

TENTE OUTRA VEZ
É férias, verão, e a cidade não tem uma bendita programação de lazer. Não temos potencial para atrair nem o turista da microrregião que não pode viajar. Por politicagem o Governo de SP distribui o tal certificado de Município de Interesse Turístico. Só um nome bonito para a destinação de emendas.

MATA VIRGEM
Com o passar do tempo a Prefeitura foi abrindo mão da organização de eventos e festas com um discurso de austeridade, economia ou qualquer coisa assim. Economia burra, como dizem. O retorno financeiro de grandes eventos é tão vantajoso para cidade como um todo que não há outra possibilidade que não seja preguiça ou incompetência para que nada seja feito como vemos hoje. Não gastar com esses eventos melhorou em que a vida do fernandopolense?

OURO DE TOLO
Não se investe na Expo, mas também não se investe em cultura. Até a manutenção do Cláudio Rodante, um jeito da Prefeitura ajudar o Fefecê, o Executivo abandonou, cedendo o estádio com todos os seus ônus ao clube. Isso significou apoio em outros esportes e competições? Não.

ÁGUA VIVA
Olímpia, uma cidade tão distante dos grandes centros como Fernandópolis, tem batido recorde de visitação nos últimos anos. Lá, como cá, existem as tais águas termais, com investimento particular. Mas a Prefeitura também faz sua parte e fomenta o calendário turístico da cidade. O que gera crescimento dos clubes, mais gente na cidade, mais dinheiro... Simples e óbvio. E tudo isso serve com pandemia ou não.

MEDO DA CHUVA
Falando em verão, estamos na rara época de chuvas do ano. Hora de a Prefeitura estar em ordem com a limpeza de praças e terrenos. A chuva não pode servir como desculpa para deixar a cidade largada, cheia de mato e buracos nas ruas. Pessuto (DEM) pegou bastante dinheiro em empréstimos para a operação tapa-buracos não ser eficiente.

A LEI
A Prefeitura de Fernandópolis publicou dia 30 de dezembro, com algumas alterações ao texto anterior de 1997, Decreto que adequa o “Programa de Adoção de Praças, Jardins e Logradouros Públicos”. Grosso modo, fica permitido, com novas exigências, que entes particulares assumam o ônus da conservação e manutenção de praças, jardins e logradouros públicos. Ou seja, Fernandópolis quer passar ao morador até o cuidado da cidade.

ALUGA-SE
Até a praça Fernando Jacob a Prefeitura passou para a Sabesp. Não dar conta de uma fonte é o fim do mundo. É o poder público passando tudo adiante. Daqui a pouco só vai sobrar para o Executivo a cobrança de impostos e a Área Azul. Como diria Raul Seixas, “Tá tudo pronto aqui é só vim pegar, a solução é alugar... Fernandópolis”.


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