Saúde

SP pede liberação para aplicar reforço da 4ª dose da vacina contra Covid-19 para maiores de 35 anos



A Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo solicitou ao Ministério da Saúde nesta terça-feira, 5, autorização para aplicar a quarta dose (2ª dose de reforço) da vacina contra covid-19 em pessoas maiores de 35 anos. No ofício, a pasta também pede mais imunizantes.

"A previsão é de 1 milhão de doses para essa faixa etária. Assim que o Ministério da Saúde autorizar e enviar as doses necessárias, nós iniciaremos a vacinação", confirmou o secretário de Saúde, Luiz Carlos Zamarco, ao Estadão.

Desde o dia 27 de junho, os adultos acima de 40 anos estão sendo vacinados com a quarta dose na cidade de São Paulo. O Ministério da Saúde ainda não deu sinal verde para imunização do público mais novo, a não ser em alguns casos, como os de imunossuprimidos e profissionais de saúde. A recomendação do Ministério da Saúde de é que a imunização seja feita com as vacinas da Pfizer, AstraZeneca ou Janssen, quatro meses após a aplicação do primeiro reforço (terceira dose).

Embora o ministério ainda não tenha dado sinal verde, governos já começaram a liberar a aplicação da quarta dose da vacina contra a covid-19 em pessoas com menos de 40 anos, em meio à alta de casos e mortes pelo novo coronavírus. A média de casos teve aumento de 42%, com 57 mil infecções por dia. A média de mortes também continua em alta, de 45% nesta segunda, com em 214 óbitos por dia, segundo dados das secretarias estaduais de saúde reunidos pelo consórcio de imprensa.

O Distrito Federal anunciou na última quinta-feira, 30, o início da aplicação da segunda dose de reforço para a população com mais de 35 anos a partir de 1º de julho. Já a prefeitura de Manaus autorizou na sexta-feira, 1º, a vacinação a 4ª dose para pessoas a partir dos 18 anos. Aracaju também já vacina a população com mais de 35 anos, enquanto em Vitória pessoas acima de 30 anos já são elegíveis para receber a dose de reforço.

A aplicação de doses de reforço é uma resposta aos estudos que demonstram que, ao longo do tempo, os níveis de anticorpos neutralizantes gerados pelas vacinas caem, sobretudo entre os idosos.


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