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Região tem queda na espera de leitos nas UTIs Covid-19



O número de pacientes à espera de um leito de unidade de terapia intensiva (UTI) no Departamento Regional (DRS) de Rio Preto caiu de 120 na última sexta-feira, dia 9, para 76 nesta quarta-feira, dia 14. Alguns fatores podem explicar a redução, como o lockdown que foi feito em Rio Preto, que de forma gradativa começa a impactar nos índices de internação. A medida de fechamento total tomada na maior cidade da região não teve efeitos somente nela, mas em vários outros municípios - muitas pessoas vêm de outros lugares para trabalhar em Rio Preto todos os dias.

Outro fator que impactou na diminuição da quantidade de pacientes à espera de uma vaga foi a inauguração, em Votuporanga, de um hospital de campanha com 23 leitos de suporte respiratório. A cidade era o maior gargalo de espera além de Rio Preto.

A taxa de ocupação nas unidades de terapia intensiva apresentou uma leve queda, e nesta quarta-feira estava em 90,9% no DRS, que abrange 102 municípios, com 128 novas internações no dia. As novas hospitalizações incluem também a enfermaria, que estava com 64,3% de ocupação. Na semana, a variação de ocupação nos leitos de terapia intensiva foi de menos 6,1%, ou seja, a quantidade de pacientes diminuiu nos últimos sete dias.

A parceria formada por pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e da Universidade de São Paulo (USP) apontou que na região de Rio Preto a taxa de transmissão de coronavírus está em 0,57, o que significa que cem pacientes contaminados estão repassando a doença para 57. Como está abaixo de um, o indicador aponta para uma tendência de controle.

Os números são positivos, porém a região está longe de ter uma situação confortável. Ainda há 76 pacientes à espera de um leito, o que significa que eles não estão conseguindo ser encaminhados e podem morrer no aguardo de uma vaga, sem receber o atendimento necessário. Essa distribuição é feita pela Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde (Cross), e leva em conta localização do hospital e gravidade do paciente.

Nesta terça-feira, 13, havia 502 rio-pretenses hospitalizados com síndrome respiratória aguda grave (SRAG). Desse total, 409 tinham a infecção por coronavírus confirmada, sendo que 193 estavam em enfermaria e 216 em UTI, o que mostra a gravidade da doença. O restante tinha suspeita da doença ou ela já havia sido descartada, mas essas pessoas estavam ocupando leitos.

Em Rio Preto, foram confirmadas nesta quarta-feira mais 15 mortes e 208 casos. A média móvel de casos vem caindo. A de internações diárias por Covid, que chegou a 62 há algumas semanas, está em 29; a de mortes, o último índice a cair depois de um lockdown, chegou a 20 e hoje está em 14. A redução nas hospitalizações pode ser percebida na leve queda que apresentam as unidades próprias do município. Mesmo melhores, os indicadores ainda são muito altos - no ano passado, Rio Preto chegou a ter média móvel de óbitos próxima de um.

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