Saúde

'Junho Vermelho' alerta sobre a importância da doação de sangue



Em razão do Dia Mundial do Doador de Sangue, comemorado na última segunda-feira, dia 14, uma importante campanha de incentivo à doação de sangue foi batizada de “Junho Vermelho”, para lembrar a necessidade contínua da doação e sobre as vidas que podem ser salvas.

Quando acontece a doação de sangue, é fornecido um material primordial para a sobrevivência humana, que serão utilizados em momentos críticos, quando alguma pessoa tiver risco iminente à vida, ou em tratamentos.

Apesar de ser um ato nobre e que salva vidas, o Núcleo de Hemoterapia de Fernandópolis, assim como os hemocentros de todo o Brasil, tem registrado baixas nos bancos e na quantidade de doações recebidas, em parte por conta do período de pandemia pela Covid-19.

Apenas um único doador pode salvar até quatro vidas, em variadas situações em que o sangue pode ser utilizado, como em cirurgias de alta complexidade, transfusões em pacientes com doenças crônicas e após acidentes graves.

Com estoque suficiente para apenas 30 dias, caso não haja emergências, o hemocentro faz um apelo à população, para que possam contribuir de alguma maneira para salvar vidas. O sangue doado é separado em diferentes componentes (hemácias, plaquetas, plasma) e, assim, pode beneficiar vários pacientes com apenas uma unidade coletada. Os componentes são distribuídos para os hospitais para atender aos casos de emergência e aos pacientes internados.

ONDE DOAR?

O Núcleo de Hemoterapia de Fernandópolis está localizado na Rua Simão dos Santos Gomes nº 266, ao lado do Pronto Socorro da Santa Casa, e presta atendimento de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h e aos sábados das 8h às 12h. A unidade fornece bolsas de sangue para os serviços de saúde de toda a região noroeste do estado, incluindo as microrregiões de Votuporanga, Jales, Santa Fé do Sul e Ilha Solteira.

REQUISITOS PARA SER UM DOADOR

Ao doar, leve documento de identidade com foto e órgão expedidor. É preciso estar em boas condições de saúde, ter entre 16 a 69 anos de idade (de 16 a 17 anos com autorização do responsável legal) e até 60 anos, se for a primeira doação. O intervalo entre doações de sangue é de 90 dias para mulheres e 60 dias para homens. É necessário pesar mais do que 50 kg, não estar em jejum, após o almoço ou jantar, aguardar pelo menos 3 horas para a doação, além de não ter feito uso de bebida alcoólica nas últimas 12 horas.

A doadora não pode ter tido parto ou aborto há menos de 3 meses, nem estar grávida ou amamentando. Também é vedada a doação em caso de tatuagem ou maquiagem definitiva há menos de 12 meses, não pode ter piercing em cavidade oral ou região genital.

Não ter feito endoscopia ou colonoscopia há menos de 6 meses, não ter tido febre, infecção bacteriana ou gripe há menos de 15 dias, não ter fator de risco ou histórico de doenças infecciosas, transmissíveis por transfusão (hepatite após 11 anos, hepatite B ou C, doença de chagas, sífilis, AIDS, HIV, HTLV I/II), não ter visitado área endêmica de malária há menos de 1 ano, não ter tido malária, não ter diabetes em uso de insulina ou epilepsia em tratamento, não ter feito uso de medicamentos anti-inflamatórios há menos de 3 dias (se a doação for de plaquetas) e, em caso de ter contraído Covid-19, somente 30 dias depois que todos os indicativos da doença terem desaparecido.

RECEBA NOTÍCIAS NO SEU WHATSAPP!
Receba gratuitamente uma seleção com as principais notícias do dia.


Mais sobre Saúde