Direito

Juiz requisita informações para comparar contratos da UNIFEV com a Santa Casa Votuporanga e da Universidade Brasil com a Santa Casa Fernandópolis



O juiz Vinícius Castrequini Bufulin quer ouvir a Santa Casa de Votuporanga para saber quanto ela recebe da UNIFEV pelo serviço de internato dos alunos de medicina da universidade no hospital.

A audiência tem por objetivo comparar os contratos de Votuporanga com o realizado entre a Santa Casa Fernandópolis e a Universidade Brasil.

Serão a secretária da DRS de São José do Rio Preto, o provedor e o administrador da Santa Casa de Votuporanga, o administrador judicial da Santa Casa Fernandópolis, Marcus Chaer, além de um representante do MP.

“A audiência servirá aos propósitos de melhor aferir a solução a ser dada para a renovação ou não do contrato com o IACOR, bem como permitirá, desde logo, que se apure a realidade que a Santa Casa de Votuporanga vive com o internato da Faculdade de Medicina de Votuporanga, já que, ao que parece, a vítima Santa Casa de Fernandópolis também vem sofrendo com inadimplementos da UNIBRASIL, que mantém o internato de seus alunos no hospital.”

A Universidade Brasil paga para a Santa Casa Fernandópolis R$ 60 mil fixos mais um valor por aluno. Recentemente a instituição de ensino chegou a pagar R$ 120 mil em um mês. O contrato feito pelas gestões anteriores era de R$ 40 mil fixos.

No contrato firmado entre agosto de 2016 e dezembro de 2019 a UNIFEV, entre melhorias na Santa Casa Votuporanga e o pagamento pelo internato dos alunos, o investimento previsto era de R$ 13 milhões, algo em torno de R$ 300 mil mensais.

Até meados de 2020 a Universidade Brasil investia cerca de R$ 500 por ano.

VEJA AS INFORMAÇÕES SOLICITADAS POR CASTREQUINI

“Da Santa Casa de Votuporanga, aliás, requisite-se, desde logo: A) cópia do contrato/convênio mantido com a Faculdade de Medicina da Fundação Educacional de Votuporanga; B) informações sobre o número de alunos do internato; C) informações sobre a forma de controle de horário dos preceptores do internato e da residência médica; D) informações sobre a forma de pagamento dos preceptores, se por hora aula, por atividade ou outra; E) informações sobre o número de alunos por preceptor; E) informações sobre o custeio de EPIs para alunos e preceptores F) informações sobre a existência de auditório e outros locais para uso pelos alunos e preceptores, bem como quem custeou a estrutura montada; G) informações sobre a existência de dormitórios para os alunos/preceptores e quem estruturou e mantém o local; H) informações sobre existência de material de estudo, computadores e outros itens necessários para o desenvolvimento do trabalho dos alunos/preceptores e quem custeia o equipamento.”

 

 

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