Saúde

Família faz campanha para encontrar doador de medula óssea para menino de 5 anos



Uma família de Araçatuba (SP) está fazendo uma campanha pelas redes sociais para encontrar um doador de medula óssea para o Fernando, um menino de cinco anos diagnosticado com leucemia pela segunda vez. Ele é irmão gêmeo de Matheus, que morreu aos dois anos de idade pela mesma doença.

Fernando foi diagnosticado com leucemia pela primeira vez em 2018. Ele passou por tratamento e se recuperou. Mas exames recentes apontaram que a doença voltou de forma mais agressiva, sendo necessário o transplante.

O menino foi internado dia 8 de janeiro no Hospital Amaral Carvalho, em Jaú (SP), onde está acompanhado pela mãe. A campanha para encontrar o doador já está com centenas de compartilhamentos nas redes sociais.

“O Fernando está internado aqui e já começou a quimioterapia. Ele está bem, mas vai precisar do transplante. Eu queria pedir para que as pessoas compartilhem o vídeo e se cadastrem como doadoras o quanto antes”, pediu a mãe Kátia Souza em um dos vídeos divulgados.

A probabilidade de encontrar um doador compatível é de um para 100 mil, por isso a importância do cadastramento. Mas em Araçatuba, o número de pessoas interessadas em fazer o cadastro diminuiu mais de 50% no ano passado em comparação com 2019.

“Devido ao ano de pandemia, nós tivemos uma queda muito grande nos cadastros. As pessoas não comparecem tanto para fazer a doação de sangue quanto para fazer o cadastro de medula. Em 2019, foram quase três mil cadastros; em 2020, em torno de 1,2 mil”, explica a agente de captação do Hemocentro de Araçatuba Aline Durante.

O diretor do hemocentro Gabriel Macedo explicou que um dos principais motivos para que as pessoas deixem de fazer o cadastro é a falta de conhecimento sobre como funciona o processo.

“Existem duas formas de coleta de medula. A primeira é através do osso do quadril. São dois pontos de incisão, mas não é feito nenhum corte. A segunda é através das veias do braço. As duas são muito seguras. Geralmente, alguns dias depois o doador já está liberado para fazer qualquer tipo de atividade.”

Edson César de Souza, pai de Fernando, também fez um apelo.

"A gente quer o melhor para o nosso filho. Mas além de compartilhar [o vídeo], faça o cadastro. Muitas vidas estão se perdendo porque a sua medula pode ser compatível."

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