Política

Ex-presidente da Câmara, Warley Araújo tem mandado de prisão expedido



O ex-presidente da Câmara Municipal de Fernandópolis, Warley Campanha de Araújo, teve o mandado de prisão expedido nesta terça-feira, 4. Ele foi condenado por extorquir o então advogado da Câmara, Ricardo Franco de Almeida. Warley foi condenado a quatro anos, cinco meses e dez dias, em regime semiaberto.

“O(A) MM. Juiz(a) de Direito da 1ª Vara Criminal do Foro de Fernandópolis, de Fernandópolis, Dr(a). GLARISTON RESENDE, na forma da lei, MANDA a qualquer Oficial de Justiça de sua jurisdição, ou a qualquer Autoridade Policial e seus agentes, a quem este for apresentado, que PRENDA E RECOLHA a qualquer Unidade de Estabelecimento Prisional deste Estado, à ordem e disposição deste Juízo, a pessoa de seguinte qualificação: Nome: WARLEY LUIZ CAMPANHA DE ARAUJO”.

Warley também foi condenado à perda do seu cargo no INSS.

REGIME SEMIABERTO

O regime semiaberto é o nível intermediário. É destinado ao cumprimento de penas que variam de quatro a oito anos, no caso do condenado não ser reincidente.

Nesse modelo, a pessoa pode fazer cursos ou trabalhar em locais previamente definidos fora da unidade prisional durante o dia e regressar no período noturno.

O trabalho e os estudos também cumprem a função de diminuição da pena (remição da pena). Cada três dias de estudo ou de trabalho correspondem a um dia a menos de pena.

O CASO

A condenação é resultado da ação penal movida pelo promotor criminal Daniel Azadinho Palmezan Calderaro e pelo promotor Eduardo Caetano Querobim, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) – núcleo São José do Rio Preto, em agosto de 2009.

Araújo elegeu-se vereador para o quadriênio 2009/2012 e depois foi eleito presidente da Câmara Municipal. Segundo a ação penal, depois de assumir o cargo, Araújo passou a ameaçar de exoneração Ricardo Franco de Almeida, que desde janeiro de 2006 exerce as funções de assessor jurídico legislativo. As ameaças eram feitas porque o assessor não apoiou a candidatura do prefeito eleito de Fernandópolis, filiado ao mesmo partido político do presidente da Câmara.

As ameaças começaram em janeiro de 2009, com a exigência para que Ricardo quitasse uma dívida de R$ 20 mil, mesmo que em prestações mensais de R$ 1.800. Em pelo menos nove oportunidades, entre janeiro e julho, o presidente da Câmara fez ameaças ao assessor jurídico, em diferentes locais, tendo extorquido dele o total de R$ 13,2 mil.

Em julho de 2009, Ricardo foi à sede da Prefeitura de Fernandópolis encontrar Warley Araújo e lhe entregou a quantia de R$ 800 em dinheiro e um cheque pós-datado para o mês de agosto, no valor de R$ 1.000. A transação foi filmada e gravada, por meio de uma microcâmera, porque o assessor fez representação ao MP sobre os achaques dos quais era vítima.

O juiz Evandro Pelarin condenou Warley Araújo a seis anos e oito meses de reclusão, no regime semiaberto. O presidente da Câmara foi condenado, ainda, a pagar 43 dias de multa, além da perda do cargo de vereador e da perda do cargo de funcionário público federal, que exercia trabalhando para a agência local da Previdência Social.

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