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Esportes coletivos preparam retorno em SP com protocolos contra covid; atletas não ficarão isolados



Pensando em garantir segurança no retorno às atividades praticadas em quadra durante a pandemia do novo coronavírus, as federações de basquete, vôlei, handebol e futsal elaboraram protocolos específicos para a retomada das competições. O manual foi aprovado pela Secretaria de Esportes do Estado de São Paulo e o Comitê de Contingência da covid-19 para cidades que estejam ao menos na fase amarela do Plano SP. A expectativa é de conseguir montar um calendário para essas modalidades a partir de setembro.

No retorno, o protocolo estabelece algumas regras para os clubes. Uma delas é a obrigatoriedade de arcar com os custos dos testes de covid-19 para todos os seus profissionais, sejam atletas ou comissão técnica. Esse pode ser um problema para algumas equipes que não apresentam condições financeiras favoráveis neste momento. A maioria delas está recorrendo aos parceiros para garantir os exames.

Esse é o caso do Mogi das Cruzes. O time de basquete está esperando a aprovação de uma proposta enviada ao Grupo NotreDame Intermédica, um dos patrocinadores da equipe. "No momento, não estamos fazendo treinos coletivos. Os nossos atletas estão apenas realizando trabalhos individualizados. Sobre a testagem da equipe, estamos esperando o retorno do nosso patrocinador. Sem a validação desse parceiro não podemos voltar, já que devemos seguir o protocolo", explica Antonio Penedo.

A reportagem também entrou em contato com o Osasco-Audax/São Cristóvão Saúde. O time contou com o apoio do próprio Grupo São Cristóvão Saúde para realizar os testes. "Além disso, eles estão responsáveis por ministrar palestras de orientação para os departamentos técnico, de preparação física, fisioterapia e medicina esportiva", conta Beto Ópice, gerente de marketing do clube.

"Além do controle de temperatura, uso de máscara, tapete para desinfecção dos calçados e muito álcool em gel, cada atleta passou a responder um questionário diário sobre seu estado de saúde. São informações que nos ajudam a mapear o estado de cada jogadora. Também pedimos que elas trouxessem dois pares de tênis, um para quadra e outro para a academia", explica Ópice.

De acordo com o protocolo, atletas, comissão técnica e colaboradores devem realizar testes antes do reinício das atividades. "Em caso de teste RT-PCR ou sorológico negativo, o indivíduo deve estar no mínimo a 72 horas sem quaisquer sintomas ou sinais de doença", informa o documento. Já no caso de teste positivo, a regra é cumprir 14 dias de isolamento domiciliar.

Os exames deverão ser repetidos periodicamente e os clubes serão responsáveis por observar a saúde dos atletas. Eles devem avaliar qualquer suspeita ou sintomas, realizar a medição de temperatura diariamente e separar o material de cada jogador.

TREINOS
Além dos procedimentos padrões, como os testes e desinfecção dos ambientes, o retorno às atividades devem ser mais restritos no início. O protocolo apresenta sugestões desde a saída de casa dos jogadores até a chegada ao clube. O atleta deve dar preferência para o transporte individual, não ter contato com outras pessoas, usar máscara e levar um frasco de álcool em gel para usar no caminho.

Ao chegar no clube, todo o seu material deve ser higienizado. O atleta deve evitar ir ao vestiário e fica expressamente proibido a troca ou compartilhamento de materiais. Ao término das atividades, todos devem higienizar as mãos e deixar o local de treino sem trocar o uniforme.

O documento ainda exibe uma série de critérios relacionados à nutrição e fisioterapia, como não consumir alimentos durante o deslocamento para o treino, suspensão de self-services e atendimentos individualizados para trabalhos preventivos. Também são desaconselhados os tratamentos em banheiras e massagem.

Seguindo o protocolo, o Osasco-Audax explica que está dividindo a quadra e pensando em novas possibilidades para a proteção das atletas. "Usamos duas redes e antes e ao final de cada treino, todo o ambiente é limpo e desinfectado pelo nosso parceiro EcoOsasco. Tudo tem transcorrido bem, mas ainda estudamos novas formas de proteção, como o uso de uma máquina que emite raios UV, aquela luz azul, que mata vírus e bactérias, inclusive o novo coronavírus. Também estamos em contato com a FPV e CBV para, juntos, seguirmos as melhores práticas para o retorno dos campeonatos paulista e Superliga", conta Ópice.

CAMPEONATOS
De acordo com o protocolo, os jogos estão liberados desde que também sigam regras. As partidas devem ser realizadas com portões fechados, sem a presença de público. Os jogadores do banco de reservas serão separados com espaço de 1 metro e o uso da máscara fora das quadras é indispensável.

O clube também deve diminuir o número de pessoas, devendo levar apenas quem é essencial para o jogo. É proibido o contato físico entre jogadores e staff. As bola deve ser higienizada constantemente e, se possível, manter o afastamento entre técnico e atletas.

RELAÇÃO COM FAMILIARES
A relação com os familiares também entra em pauta durante a pandemia, já que os atletas não serão isolados. O documento afirma que é preciso iniciar desde já a educação de todos os envolvidos no retorno, incluindo orientações aos familiares. Também é preciso manter a rotina de higiene fora do clube.

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